Alergia alimentar e disbiose intestinal

Estamos expostos diariamente a vários agentes alergênicos. Muitas vezes a monotonia alimentar, o estresse do dia a dia e questões imunológicas individuais podem desencadear o processo alérgico.
Reduza alimentos potencialmente alergênicos do seu dia a dia e procure variar os alimentos que consome para evitar as alergias tardias que se manifestam por coriza nasal, irritação nos olhos e garganta, zumbido no ouvido, dor de cabeça, gases, constipação, irritabilidade, cansaço frequente… São muitos os sintomas relacionados as alergias tardias e só percebemos a melhora quando excluímos de nossa vida e no dia em que voltamos a comer sentimos que este foi a causa.
Normalmente os alimentos que a pessoa mais gosta são justamente os que causam reação alérgica pois eles liberam histamina que relaxa e dá sensação de prazer.
Um dos fatores comuns ao desenvolvimento das alergias alimentares é a disbiose intestinal. Nosso intestino é colonizado por milhões de bactérias normalmente. Entretanto, é necessário que haja um equilíbrio entre as bactérias benéficas e patogênicas. Muitas vezes quando falamos em saúde intestinal pensamos apenas em absorção normal dos nutrientes só que nosso intestino possui outras funções muito importantes e para que tais sejam exercidas de maneira fisiológica esse equilíbrio entre as bactérias é fundamental. As bactérias fazem parte do sistema imune entérico (sistema imune do intestino) e consequentemente do sistema imune de todo o corpo pois são a primeira barreira interna de defesa do nosso organismo. Além disso, atuam na síntese de enzimas digestivas como proteases e a lactase. Quando ocorre um desequilíbrio da microbiota intestinal a tolerância oral a certos alimentos diminui, ha uma maior susceptibilidade a infecções e podem ocorrer alergias alimentares severas. Inúmeros fatores influenciam na composição desta microbiota, como a idade, tempo de trânsito intestinal (presença de diarréia ou de prisão de ventre), pH intestinal (índice de acidez intestinal), disponibilidade de matéria fermentável (que servirão de “alimento” a estas bactérias, como as fibras solúveis – prebióticas), interação entre todos os componentes desta microbiota, suscetibilidade a infecções, integridade do sistema imune, uso de antibióticos (que matam as bactérias causadoras de infecção, mas também destroem as bactérias da microbiota) e de medicamentos imunossupressores (que interferem com os mecanismos de defesa do organismo), hábito alimentar, estresse, entre outros. Dessa forma é possível se chamar a atenção, mais uma vez, a necessidade de um hábito alimentar saudável.

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